Troika e os 40 ladrões


Parece um livro bem interessante.
Do jornalista espanhol Santiago Camacho.

Acusa as corporações privadas de encherem os bolsos à custa dos cidadãos e considera Portugal "o caso mais trágico" do "ataque dos mercados".
Deixa ainda críticas duras às agências de "rating" e ao FMI.

Portugal "caiu numa teia especulativa sem precedentes", afirma o espanhol Santiago Camacho, que está em Lisboa para apresentar o seu último livro "A Troika e os 40 Ladrões".

“O caso de Portugal é mais trágico, porque vocês foram atacados pelos mercados sem piedade, como nenhum outro país da Europa", começa por dizer à Renascença.

"Cada vez que as coisas começavam a melhorar, recebiam nova avaliação negativa da Fitch, da Moody's ou da Standard & Poor's. E a profecia deles acabava por se cumprir.
A culpa é da cobiça dos investidores internacional e dos mercados, que continuam a especular à conta de países como Portugal”, sustenta.

Consumidores mal informados
Outra forte ameaça ao actual sistema é a falta de informação.
Os consumidores de produtos financeiros não sabem onde estão a investir o dinheiro e nem
“os próprios funcionários dos bancos chegam a perceber como funcionam”.

“É uma consequência da cobiça sem limites que se instaurou sobretudo a partir dos anos 90. Começaram-se a criar produtos financeiros cada vez mais complexos.
Muitos dos que adquiriram aplicações, como as hipotecas do ‘subprime’, não sabiam o que estavam a comprar, nem sabiam que os bancos já estavam a apostar contra eles, contratando seguros para cobrir a perda de valor desses produtos.
Eles nunca ficavam a perder”, revela.

«Com esta crise, muitos estão a ganhar dinheiro», diz o jornalista espanhol, regressando às origens da crise para explicar o aumento da dívida soberana.
«A crise começa com muita gente, em Wall Street, a beneficiar da colocação de produtos tóxicos por todo o mundo.
Os governos europeus tentaram adiar a crise e é nessa altura que a dívida dispara».

Estudioso das instituições, garante que as agências de rating são culpadas -
«na véspera da queda do Lehman Brothers classificaram o banco com triplo A» -, e que a Alemanha é muito beneficiada com a crise:
«Neste momento, Berlim financia a sua dívida não só grátis mas, ainda há um mês, teve uma emissão de dívida com juros negativos; ou seja, os investidores tiveram de pagar:
o que é difícil de explicar».

Santiago Camacho admite que os governantes têm «cada vez menos margem de manobra» e frequentemente ouvimos que foi «Bruxelas que mandou» ou o Fundo Monetário Internacional.

fontes:

Agência Financeira

Portuga Coruche

1 comentários:

Anónimo disse...

Acho que sou capaz de comprar esse livro :)

 


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